Eis uma IGREJA! O antônimo do CABO DE FORÇA!

 

Por favor, não considerem demais as LEGENDAS………………………

Pensem nas Imagens e coloquem as suas próprias LEGENDAS!

A VOLTA.

Há poucos dias um amigo me disse que ainda trago as seqüelas da minha convivência com as instituições religiosas. Ele está certo.

Por isso é que eu conto com os meus camaradas e adversários para que eu vá me curando. Gostaria que fossem somente os camaradas, mas a dolorosa ajuda dos adversários não pode ser descartada por quem assume riscos e precisa desinflamar a alma.

Sigo na jornada sob a sina de um ex-presidiário na ânsia de voltar a viver; e isso me remete às minhas manias de perseguição, preservação exagerada da imagem, isolamentos e outras feiúras inomináveis – e irritantes – que estão em meu coração.

Análises e terapias à parte, o fato é que após sete anos de um severo ostracismo institucional religioso eu estou diante de dois grandes desafios, a saber: a articulação e coordenação de um Fórum Cristão de Profissionais e a formação de uma nova igreja.

Em ambos os desafios, a proposta é de seguir na busca de uma maneira de fazer as coisas sem a petulância de querer ser o inovador dos inovadores.  

Certamente que desejo apresentar diferenciais e, quem sabe, até cases, mas não quero alimentar o meu discurso de divulgação e apresentação dos projetos com pedantismos e arrogâncias.

Desejo investir o meu tempo em obras que realmente agreguem valor e revelem um – e não “o” – jeito de Jesus fazer as coisas acontecerem.

Na verdade, eu desejo ajudar a construir comunidades que promovam encontros de espiritualidade cristã onde os meus filhos e netos gostem de ficar, crescer, aprender e conviver com a Trindade e as pessoas.  

Isso é instigante e me faz arriscar, e como em todo risco, não há como não admitir que eu esteja receoso.

Mas as palavras de Mario Sérgio Cortella em seu livro “Qual é a tua Obra?” me ajudam muito nessa hora: “Só seres que arriscam erram. (-)…o fracasso não acontece quando se erra, mas quando se desiste face ao erro. Nenhum e nenhuma de nós é capaz de fazer tudo certo o tempo todo de todos os modos. Por isso, você só conhece alguém quando sabe que ele erra, e quando ele erra e não desiste.

Deixe-me tentar explicar melhor sobre o erro que mais me assusta.  

Eu não quero errar me esquecendo que sou pó, aliás, foi isso exatamente o que outro amigo me alertou ao usar as palavras do próprio Cortella: “Não te esqueças que és pó!”

Outro amigo precioso também me advertiu dizendo: “Nossos líderes evangélicos (curiosamente, em outras áreas isso não é verdade!) amam tornar-se soberanos, autárquicos, inacessíveis, solitários.”

Eis aí exatamente o ponto que suscita uma pergunta: O que fazer diante dessa possibilidade de se transformar nesse monstro de arrogância?

Por outro lado, após anos de pó, húmus e humilhações, eu não posso aceitar a sepultura como o lugar mais seguro para viver.

Esse seria o meu maior fracasso.

A responsabilidade como esposo e pai me ajudam muito nessa hora, eu tenho que fazer a lição de casa como provedor e protetor.

Eu diria que a busca da viabilização econômica da família tem sido definidora na hora de arriscar e aceitar desafios.

Farei isso sem prescindir dos alertas, e apesar das seqüelas e com a ajuda de Deus, eu espero lembrar sem prisões e amarguras os sete anos de pó e amargor e usá-los a meu favor.

Penso até em, de quando em vez, me vestir de saco e cinza, comendo ervas amargas e quem sabe passando a noite em uma cabana.

Sim, devo estabelecer as minhas festas e cerimônias de recordações vitais, para nunca esquecer o peso da escravidão e do gosto do pó do deserto.

Seria uma espécie de prática pedagógica anti-arrogância.

Mas eu oro para que isso não me paralise e nem me sepulte nas areias do fracasso de não arriscar.

Gostaria de não repetir alguns erros e diminuir a incidência nos novos, mas agora, no hoje, eu só desejo não sucumbir amedrontado e desistente diante dos novos desafios.

No começo dos meus sete anos de horror, ainda entorpecido pelos ventos do pináculo do templo, eu escrevi um artigo sobre a primeira eleição do atual presidente. Eram dias onde o discurso do medo estava em alta, e eu reagi dizendo: “A esperança nunca foi anestésica, mas sim um poderoso estimulante.”

Hoje eu uso a mesma frase para me encorajar a seguir na Jornada sem desistir.

Que Deus me seja bastante hoje e sempre!

Só o que agrega valor – Espiritualidade por Rubem Alves

ESPIRITUALIDADE

Por Rubem Alves

Li, no Journal for Advanced Practical Research sobre dois fascinantes projetos que estão sendo desenvolvidos por cientistas do M.I.T. Em decorrência dos problemas ambientais provocados pelo uso da energia os cientistas têm estado à procura daquilo a que deram o nome de “tecnologias suaves”, por oposição às “tecnologias duras”. Tecnologias suaves são aquelas que tem por objetivo produzir energia sem poluir e com um gasto mínimo ou nulo dos combustíveis. Por exemplo: a produção de energia por meio de moinhos de vento ou de energia solar é macia porque nem polui e nem esgota recursos naturais. Já a produção de energia em usinas movidas a carvão é dura: esgota as reservas de carvão e polui.

Preocupados com a crescente demanda de energia, a escassez de recursos e a poluição, os ditos pesquisadores estão trabalhando no sentido de produzir artefatos técnicos que não façam uso nem de energia elétrica comum, nem de pilhas e nem de energia nuclear.

O primeiro projeto contempla a construção de um pequeno objeto produtor de luz, com essas características econômicas. Trata-se de um vaso de metal ou vidro, com boca afunilada como numa garrafa, cheio com querosene, do qual sai um barbante grosso e que produz luz quando uma faísca é produzida na ponta do pavio – nome técnico que se deu ao tal barbante grosso. A faísca, para ser produzida, dispensa o uso de fósforos. Basta que se batam duas peças de metal na proximidade da ponta do pavio. Do choque das duas peças de metal salta uma faísca que incendeia o pavio, produzindo uma chama amarelada suave.

No momento o pesquisador está lutando com um problema para o qual ainda não encontrou solução: um cheiro característico desagradável, resultante da combustão do querosene. Mas, com os recursos da química, ele espera poder produzir chamas com os mais variados perfumes – o que permitirá que o dito artefato venha a ter o efeito espiritual dos incensos. Esse artefato dispensa o uso de pilhas e de energia elétrica tradicional, podendo ser usado em qualquer lugar.

O outro projeto procura produzir um aparelho de som que funcione sem pilhas e sem eletricidade, bastando, para isso, o emprego da energia humana e do efeito armazenador das molas: gira-se uma manivela que aperta uma mola que faz girar o disco que, tocado por uma agulha, produz som através de uma corneta metálica. Com esse artefato é possível ouvir música até no alto do Himalaia.

Nesse momento espero que o leitor já se tenha dado conta de que tudo o que eu disse é pura brincadeira. Cortázar fez coisa semelhante com a história invertida das invenções. Partindo do avião supersônico em que as pessoas nada vêem e ficam tolamente assentadas para chegar mais depressa, Cortázar passa por inumeráveis avanços intermediários, até chegar ao meio mais humano, mais saudável e mais ecológico de locomoção, ainda não descoberto: andar a pé. Claro, isso é pura brincadeira… Brincadeira, porque nenhum cientista iria gastar tempo criando o que já foi criado e abandonado, seja lamparina ou gramofone…

Criar! A criatividade é manifestação de um impulso que mora na alma humana. É isso que nos distingue dos animais. Os animais estão felizes no mundo, do jeito como ele é. Há milhares de anos as abelhas fazem colmeias do mesmo jeito, os pintassilgos cantam o mesmo canto, as aranhas fazem teias idênticas, os caramujos produzem as mesmas conchas espiraladas. Não criam nada de novo. Não precisam. Estão felizes com o que são. O que não acontece conosco. Somos essencialmente insatisfeitos e curiosos. 

Albert Camus disse que somos os únicos animais que se recusam a ser o que são. A gente quer mudar tudo. Inventamos jardins, inventamos casas, inventamos culinária, inventamos música, inventamos brinquedos, inventamos ferramentas e máquinas. Michelangelo inventou a Pietà, Rodin inventou o Beijo, Beethoven inventou a 9ª Sinfonia.

Como é que a criatividade acontece? É preciso, em primeiro lugar, que haja algo que nos incomoda. Por que é que a ostra faz pérola? Porque, por acidente, um grão de areia entrou dentro de sua carne mole. O grão de areia incomoda. Aí, para acabar com o sofrimento, ela faz uma bolinha bem lisa em torno do grão de areia áspero. Desta forma ela deixa de sofrer. Aprenda isso: “Ostra feliz não faz pérola”. Isso vale para nós. As pessoas felizes nunca criaram nada. Elas não precisam criar. Elas simplesmente gozam a sua felicidade. Bem disse Octávio Paz: “Coisas e palavras sangram pela mesma ferida”. Toda criatividade é um sangramento.

Como é que a criatividade se inicia? Já disse: inicia-se com um sofrimento. O sofrimento nos faz pensar. Pensamento não é uma coisa. O pensamento se faz com algo que não existe: idéias. Idéias são entidades espirituais. O espiritual é um espaço dentro do corpo onde coisas que não existem, existem. A Pietà, antes de existir como escultura, existiu como pensamento, espírito, dentro do corpo do Michelangelo. O Beijo, antes de existir como objeto de arte, existiu como espírito, dentro do corpo de Rodin. A 9ª Sinfonia, antes de existir como peça musical que se pode ouvir, existiu como espírito, dentro da cabeça de Beethoven.

O espírito não se conforma em ser sempre espírito. Que mulher ficaria feliz com a idéia de um filho? Ela não quer a idéia de um filho, coisa linda. É linda – mas enquanto espírito, só dá infelicidade. A mulher quer que a idéia de um filho – sentida por ela como desejo e nostalgia – se transforme num filho de verdade. Por isso ela quer ficar grávida. Quando o filho nasce, aí ela experimenta a felicidade. Uma idéia que deseja se transformar em coisa tem o nome de “sonho”. O sonho deseja transformar-se em matéria.

A “espiritualidade” do espírito está precisamente nisso: o desejo e o trabalho para fazer com que aquilo que existe apenas dentro da gente (e que, portanto, só pode ser conhecido pela gente), se transforme numa coisa, que pode então ser gozada por muitos. A espiritualidade busca comunhão. Hegel dava a esses objetos, produtos da criatividade, o nome de “objetivações do espírito”. O caminho do espírito é esse: da espiritualidade pura e individual, para a coisa, objeto que existe no mundo, para deleite e uso de muitos. Os objetos, assim, são o espírito tornado sensível, audível, visível, usável, gozável. Uma canção só existe quando cantada. Um quadro só existe quando visto. Uma comida só existe quando comida. Um brinquedo só existe quando brincado. Um filho só existe quando parido. O espírito tem nostalgia pela matéria. Ele deseja fazer amor com a matéria. E quando espírito e matéria fazem amor, nasce a beleza.

Deus não se contentou um sonhar o Paraíso. Se o sonho do Paraiso lhe tivesse dado felicidade ele teria continuado apenas sonhando o Paraíso. Deus não se contentou em sonhar o homem. Se o sonho do homem lhe tivesse dado felicidade ele teria continuado sonhando o homem. Mas ele (ou ela) só se deu por completo quando se transformou em homem: “… e o Verbo (sonho) se fez carne (corpo)”. O espírito quer descer, mergulhar…

Tão diferente daqueles que pensam que espiritualidade é o espírito se despegando da matéria, o corpo morrendo para ser só espírito, sem carne e sem sentidos, como se o material fosse doença, coisa inferior. Beethoven por acaso acharia que os instrumentos da orquestra são coisa inferior? Mas como? Sem eles a 9ª sinfonia nunca seria ouvida! Nesse caso ele ficaria feliz com a sua surdez, porque então a 9ª sinfonia permaneceria para sempre espírito puro! Michelangelo por acaso pensaria que o mármore é coisa inferior? Mas como? Sem o mármore a Pietà nunca seria vista e amada! E ele ficaria feliz se não tivesse mãos, porque assim a Pietà permaneceria para sempre espírito puro! Deus por acaso acharia que o corpo é coisa inferior? Mas como? Sem o corpo o Verbo nunca viveria como carne e ele, Deus, amaria a morte. Porque com a morte o homem permaneceria para sempre espírito puro…

Espiritual é o jardineiro que planta o jardim, o pintor que pinta o quadro, o cozinheiro que faz a comida, o arquiteto que faz a casa, o casal que gera um filho, o poeta que escreve o poema, o marceneiro que faz a cadeira. A criatividade deseja tornar-se sensível. E quando isso acontece, eis a beleza!

Planejamento da CBSampa – Galera de Guarulhos

 

 

A nossa Missão

 

Ser uma Comunidade Contemporânea de

seguidores de Jesus de Nazaré que conduzida

pelo Espírito Santo responde ao permanente

chamado do Pai amando e servindo pessoas.

 Os Nossos Valores

 

1) Jesus e a sua história são a chave hermenêutica da Bíblia Sagrada.

 

2) O outro é a nossa causa e o nosso permanente chamado ao Amor, pois nele enxergamos a Trindade Santa.

 

3) A nossa Ação Missionária é definida por um ser, ter e fazer comunitário comprometido prioritariamente com os princípios do Evangelho de Jesus Cristo que contempla toda a pessoa e a pessoa toda em todo o lugar.

 

4) Temos um compromisso radical com o resgate e a defesa da dignidade humana.

 

5) Temos um compromisso operoso com a construção de Comunidades Sustentáveis Econômica, Social e Ambientalmente.

 

6) Discernimos, reconhecemos e respeitamos os sinais do Reino de Deus que estão presentes em toda a Ação Humana que promove a solidariedade, fraternidade e respeito entre os seres humanos.

 

7) Estamos dispostos a rejeitar a toda mentalidade alienante e prática religiosa anti-humana que em nome de Deus fere, abusa e traumatiza pessoas.

OS VALORES da Igreja ou Comunidade que eu Venha a Liderar.

 

Os Nossos Valores

 

  SOBRE tudo o que não dá pra NEGOCIAR! 

 

 –  Jesus e a sua história são a chave hermenêutica da Bíblia Sagrada.

 –  O outro é a nossa causa e o nosso permanente chamado ao Amor, pois nele enxergamos a Trindade Santa.

 – A nossa Ação Missionária é definida por um ser, ter e fazer comunitário comprometido prioritariamente com os princípios do Evangelho de Jesus Cristo que contempla toda a pessoa e a pessoa toda em sua inteireza e integridade.

– Temos um compromisso radical com o resgate e a defesa da dignidade humana.

–  Temos um compromisso operoso com a construção de Comunidades Sustentáveis Econômica, Social e Ambientalmente.

– Discernimos, reconhecemos e respeitamos os sinais do Reino de Deus que estão presentes em toda a Ação Humana que promove a solidariedade, fraternidade e respeito entre os seres humanos.

–  Estamos dispostos a rejeitar toda a mentalidade e prática religiosa anti-humana que em nome de Deus feriu, abusou e traumatizou pessoas.

O OUTRO LADO – A HISTÓRIA DAS COISAS

 

Camaradas,

Confiram uma dica do Ziel Machado.

Este vídeo mostra os problemas sociais e ambientais criados como consequência do nosso hábito consumista, apresenta os problemas deste sistema e mostra como podemos revertê-lo, porque não foi sempre assim.

Dublagem: Nina Garcia

A CIGARRA JORGE CAMARGO no Som do Céu!

O querido Jorge Camargo cantando como uma cigarra no som do céu.

É camarada, tantas vezes nos mataram….

Tantas vezes ressurgiremos………..