ENTREVISTA para o Portal CREIA – O Café da Manhã com Apóstolos, Bispos, Pastores e etc..

Camaradas,

Segue uma entrevista que concedi à querida Pastora Claudia do Portal CREIA.

Nela você poderá conferir um pouco do que falei naquele Café e sobre a única razão que deve unir todos os evangélicos em ações ou manifestações públicas.

IMPORTANTE – Por mais que eu insista em dizer que só frequento a IBAB, o povo não deixa de fazer uma certa confusão na hora de me apresentar. REGISTRO que o pastor da IBAB, o meu amigo Ed Rene, juntamente com os outros pastores e a comunidade que ali se reune têm recebido a nossa família com muito amor e para nós é uma honra e alegria servir aqueles irmão com os nossos dons e talentos.

Posto isto, vamos à entrevista.

Aguardo os seus comentários.

Pastora Claudia! Receba o meu abraço!

 

Só o que agrega VALOR – Paradoxos Evangelicalóides.

Camaradas,

Confiram o texto abaixo e procurem adicionar aos seus FAVORITOS o BLOG http://www.pulpitocristao.com/ 

Parabéns rapazeada!

Belo texto Leonardo!

Na jornada,

Levi

Paradoxos evangelicalóides: Para crentes que não têm medo de pensar

Leonardo Gonçalves , , terça-feira, 27 de abril de 2010

Por favor, alguém pode me explicar por que palavras como “paixão”, “fogo”, “glória”, “poder” e “unção” vendem muito mais CDs do que “graça”, “misericórdia” e “perdão”?

Por que aqueles que mais falam sobre “prosperidade” evitam sistematicamente textos como Tiago 2:5, I Timóteo 6:8 e Habacuque 3:17-18?

Por que se fala tanto em dízimo, defendendo-o com unhas e dentes, mas quase nada se fala sobre ter tudo em comum e outras coisas como “ajudar os domésticos na fé” e “não amar somente de palavra e de língua mas de fato e de verdade”? Em qual proporção a Bíblia fala de uma coisa e de outra?

Por que em Atos 4, quando os apóstolos foram presos, a igreja orou de forma tão diferente do que se ora hoje? Por que não aproveitaram a ocasião pra “amarrar o espírito de perseguição”, pra “repreender a potestade de Roma”, ou coisa semelhante?

Por que Atos 2:4 é muito mais citado como modelo do que era a igreja primitiva do que Atos 2:42?

Por que todo mundo sabe João 3:16 de cor, mas tão pouca gente sabe I João 3:16?

Por que 90% ou mais dos cânticos congregacionais modernos são na primeira pessoa do singular (EU), quando a proporção nos salmos é muito menor?

Por que todo mundo aceita que Jesus curou e colheu espigas no sábado, aceita também que Deus ordenou que seu povo matasse vários povos rivais, mas se escandaliza absurdamente quando alguém diz que Raabe fez certo ao mentir para preservar duas vidas? O que vale mais, em situação de conflito, que um soldado pagão saiba a verdade ou a vida de dois homens? Será que se Raabe tivesse dito a verdade, teria sido elogiada em Hebreus 11?

Por que quase tudo que se vende numa livraria cristã foi produzido nos últimos 50 anos, se nosso legado é de 2.000 anos de História do Cristianismo? O que aconteceu com os outros 19 séculos e meio?

Por que os cristãos creem que o homem foi nomeado por Deus como o responsável pela criação, e que tudo que Deus criou é bom, mas são os esotéricos os que mais lutam pela defesa do meio-ambiente?

Por que todos os ritmos de origem na raça negra até hoje são considerados por alguns como diabólicos?

Por que se canta tanto sobre coisas tão etéreas como “rios de unção” e “chuvas de avivamento”, ao passo que Jesus usava sempre figuras do cotidiano para ensinar, como sementes, pássaros e lírios?

Por que se amarra, todos os anos, tudo quanto é “espírito ruim” das cidades, fazendo marcha e tudo, mas as cidades continuam do mesmo jeito? Aliás, se os “espíritos ruins” já foram “amarrados” uma vez, por que todo ano eles precisam ser “amarrados” de novo?

Por que se canta todos os dias “Hoje o meu milagre vai chegar”? Afinal, ele não chega nunca? Que dia está sendo chamado de “hoje”?

Por que Jó não cantou “restitui, eu quero de volta o que é meu”, nem declarou ou amarrou nada, muito menos participou de “campanha de libertação” quando perdeu tudo?

Por que nós nunca vamos ao médico e pedimos, “doutor, dá pra queimar essa enfermidade pra mim por favor”? Por que então se ora pedindo isso pra Deus? Seria correto orar assim pra Deus curar alguém enfermo por causa de queimadura?

Por que não se faz um mega-evento evangélico, desses que reúnem um milhão de pessoas ou mais, pra fazer um mutirão para distribuir alimentos aos pobres ou ainda para recolher o lixo da cidade? Aliás, por que se emporcalha tanto as cidades com óleo e outras coisas nos tais “atos proféticos”? Não seria um melhor testemunho limpá-la ao invés de sujá-la?

Por que as rádios evangélicas tocam tanta coisa produzida por gravadoras ricas e nada produzido por artistas independentes?

Por que se faz apelo ao fim de uma “pregação” que não fez qualquer menção ao sangue, à cruz, ao arrependimento, ou sequer ao pecado?

Por que Deuteronômio 28:13 (“o Senhor te porá por cabeça, e não por cauda”) é tão citado, ao passo que I Coríntios 4:11-13 (“somos considerados como o lixo do mundo”) ninguém gosta de citar?

Será que ninguém percebe que algo anda muito errado com o evangelicalismo brasileiro?

Eu só queria saber…

O OUTRO LADO – ECONOMIA da VIDA e a ECONOMIA BRASILEIRA

Fonte:  http://josiasdesouza.folha.blog.uol.com.br/arch2010-02-01_2010-02-28.html#2010_02-11_04_10_32-10045644-0

Começa em 17 de fevereiro, Quarta-feira de Cinzas, a Campanha da Fraternidade de 2010.

Levará a 50 mil comunidades cristãs de todo país, uma mensagem em tom de crítica à política econômica adotada sob Lula.

O tema da campanha será “Economia e Vida”. O lema foi extraído de um versículo bíblico: “Vocês não podem servir a Deus e ao dinheiro” (Mt 6,24).

O texto-base inclui críticas à crescente dívida interna do país, às altas taxas de juros, à elevada carga tributária, ao sistema financeiro internacional e até ao PAC.

Repetindo modelo que havia sido adotado em 2000 e 2005, a campanha de 2010 terá um caráter ecumênico.

Participam, além da Igreja Católica, representada pela CNBB, outras quatro denominações religiosas:

1. Igreja Evangélica de Confissão Luterana no Brasil.

2. Igreja Episcopal Anglicana do Brasil.

3. Igreja Presbiteriana Unida do Brasil.

4. Igreja Sírian Ortodoxa de Antioquia.

Estão reunidas sob o guarda-chuva do Conic (Conselho Nacional das Igrejas Cristãs do Brasil).

No trecho dedicado à divida interna, o texto da campanha anota, por exemplo:

“Apesar dos gastos com juros e amortizações da dívida pública consumirem mais de 30% dos recursos orçamentários do país, essas dívidas não param de crescer”.

Com textos e gráficos, o material do evento propõe a conscientização sobre alguns temas econômicos que são pouco conhecidos por grande parte da população.

O documento sustenta a tese de que a dívida limita a capacidade do governo de destinar verbas aos investimentos sociais.

A campanha será deliberadamente associada às eleições de 2010. Deseja-se levar as comunicades cristãs a refletir sobre a necessideade de cobrar mudanças.

Ouça-se o que diz o secretário-geral do Conic, Luiz Alberto Barbosa, um reverendo da Igreja Anglicana:

“Escutamos o discurso oficial de que o país caminha para ser a quinta economia do mundo. Mas é preciso perguntar…:”

“…Se o cenário é tão bom, onde estão os recursos? Ainda temos quase 40 milhões de pessoas abaixo da linha de pobreza e não há trabalho e saúde para todos”.

Referências à perspectiva de o Brasil se tornar a quinta economia do mundo foram feitas em discursos e entrevistas de Dilma Rousseff, a presidenciável oficial.

O frade católico Carlos Josaphat, da ordem dos dominicanos, acrescenta que um dos objetivos da campanha é estimular os cristãos a abandonar a passividade.

Deseja-se, segundo ele, combater a omissão da comunidade religiosa em relação ao que chama de uso perverso das ferramentas da economia.

A Campanha da Fraternidade vai durar até 28 de março, o Domingo de Ramos.

Entrevista na TV +.

Confira a entrevista recente que dei no programa do Jornalista Joaquim Alessi na TV + .

Assuntos: Cartilha do Santos F.C. sobre as comemorações religiosas e algumas das causas das enchentes, inundações e deslizamentos em nossas cidades.

CLIQUE no LINK abaixo: http://www.redetvmais.com.br/programa-do-joaquim/index.asp?dia=7&mes=1&ano=2010

Pode? A contribuição de Malafaia para o Evangelho da Prosperidade.

Assista ao Vídeo com atenção!

Veja a matéria toda sobre o Malafaia no ótimo PÚLPITO CRISTÃO – http://ow.ly/16jrCe

Se na sua igreja as mensagens são parecidas…., suma de lá enquanto há tempo.

Estamos sendo perseguidos??

Camaradas,

Será que a sub prefeitura da Mooca em São Paulo e a diretoria do Santos FC estão fazendo parte de um movimento Nacional MALÍGNO de perseguição aos evangélicos??

Será??

Acompanhe a minha opinião ao vivo no Programa do JOAQUIM Alessi.

HOJE, quinta, dia 07 de janeiro, às 21 horas, na TV + (Canal 8 da TVA).

Até já!

Na Jornada,

Levi Araújo

Uma fé feia – Apóstolos, Bispos, Basílicas e Capelas.

Escrevi o texto “Basílicas e Capelas” após um culto triste em um domingo de setembro.

Ontem eu só pude lamentar enquanto passava diante de algumas das basílicas evangélicas de minha cidade.

Um lamento acompanhado pelas últimas imagens e informações das idas e vindas do clero evangélico e os seus escândalos financeiros noticiados ou não.

Esses deformadores de opiniões são os responsáveis por esse triste down grade na espiritualidade cristã nos arraiais evangélicos.

É triste ver essas basílicas cheias de pessoas sedentas.

É triste acompanhar as conexões desavergonhadas que estão fortalecendo personalismos e reforçando um jeito feio de se viver uma fé que a cada ano que passa se perde e desbota.

É triste perceber que a maioria dos crédulos preverem flutuar para longe das nossas inevitáveis humanidades, preferindo e venerando líderes que mantenham uma postura transcendente e inatingível, garantindo-lhes assim o seu velho e seguro jeitinho de servir a Deus.

Como se Deus e Servi-Lo fossem sinônimos de segurança, conforto e tranquilidade…….

Que o Senhor nos ajude a encontrar as Capelinhas dentro das Basílicas.

 

NOTA – Basílicas e Capelas. (escrito um dia depois que a minha Igreja declarou que eu estava “livre”, “perdoado” e em condições de seguir…)

 

Ainda há uma capelinha de Deus dentro das Basilicas dos homens.

Ainda há uma capelinha de Deus dentro das Basilicas dos homens.

Basilicas e Capelas

por Levi Araújo em 30/09/2004

 “E é assim que, se vocês vão a Roma perdem a fé, e se vão a Assis recuperam a fé.”

Leonardo Boff

Ontem fui à Roma e encontrei-me com a Assis que há nela,e quem vai a Assis sabe que na Basílica de Santa Maria dos Anjos está uma capelinha construída por São Francisco chamada Porciúncula. Em cada “basílica” institucional há uma “capelinha” de discípulos de Jesus.

 O que há de faraônico e ostentação nas riquezas da instituição fria e estética contrasta com o aconchego, simplicidade e profundidade da verdadeira Igreja de Cristo, onde as marcas dos santos construtores são o seu maior ornamento.

 A burocracia piedosa das Instituições Religiosas não passa de uma pálida tentativa de religar fragmentos de vida. Dessa realidade não escapam nenhuma das grandes e pequenas religiões e a maioria dos seus respectivos movimentos “bem-sucedidos”. Já não é de hoje que ir a uma igreja evangélica pode levar-nos a perder a fé.

 A história confirma que não foi só a fé que se perdeu. As intolerâncias e guerras “santas” do adorar institucional ceifaram mais do que fé. Alimentando guerras e atentados, continuamos perdendo vidas e humanidade.

 No nosso caso, nós, os cristãos, sempre encontraremos capelinhas construídas por Jesus; elas sempre estarão lá entre as estruturas autofágicas e inquisitoriais construídas por homens e mulheres que usam suas benemerências, ofícios e liturgias para aliviar a consciência incapaz de entrar em capelas pequenas.

 Entendo bem de “basílicas”, mas sempre desejei as capelinhas.

 Graças ao Bispo de nossa alma, a espiritualidade de suas capelinhas sempre resistirá a religiosidade sem sentido das basílicas.

 Nós, evangélicos, já temos até mega-basílicas, e o título de “bispo” não é mais suficiente; mas, dentro dessas grandes “gaiolas de loucos”, as capelinhas resistem superlotadas. É fácil encher tudo o que é “pequeno”. A Igreja de Jesus é formada por muitas pessoas que estão aprendendo a ser pequeninos sem estar inchados pelo fermento dos fariseus cínicos que se acotovelam nas “basílicas”.

 A voz de Jesus resiste ao tempo: “Eu te louvo, Pai, Senhor dos céus e da terra, porque escondeste estas coisas dos sábios e cultos, e as revelaste aos pequeninos. Sim, Pai, pois assim foi do teu agrado”.

 Nas capelinhas todos são recebidos, amados e perdoados. Nela a pessoa está acima de estatutos e regras, e delas é que precisamos nesse mundo nocivo; lá todos podem esconder-se.

 Nos últimos meses pudemos refugiar-nos com pessoas que nos carregaram nos braços para a capelinha e não tiveram nojo da minha chaga, limpando-a com paciência.

 O poder da capelinha é tão grande e atraente que os Bispos das Basílicas Contemporâneas ficam sensibilizados de quando em vez e cedem à simplicidade do evangelho, e, como o Bispo de Assis cobriu o corpo nu de Francisco com seu manto clerical, eles também se deixam levar pelo Espírito, que enche as capelinhas profetizando que nenhuma nudez será castigada.

 Antes de perdermos a fé, olhemos com muita atenção para as “basílicas”, pois certamente encontraremos as capelinhas das ressurreições.

 As “basílicas” têm o poder de nos deixar nus e sem fé, mas as capelinhas cobrem nossas vergonhas porque “o amor cobre uma multidão de pecados. Na Instituição Religiosa o desnudar fere e ofende, mas na Igreja de Jesus se é possível ficar nu em total segurança, pois sempre haverá alguém para cobrir nossas vergonhas. Nas Catedrais da Performance há um canibalismo relacional cruel, mas na capelinha há uma comunhão do partir do pão e vida, e como diz Nouwen: ” Quando partimos o pão juntos, abandonamos nossas armas – sejam físicas, sejam emocionais – a porta se abre e entramos num lugar de vulnerabilidade e confiança mutuas.”

 Para os legalistas hipócritas, cobrir vergonhas significa encobrir pecados, mas para os seguidores de Cristo, cobrir o que envergonha tem a ver com preservação e respeito à dignidade das pessoas.

 Cedo ou tarde a maioria das capelinhas termina se transformando em basílicas – essa é a notícia ruim.

 No entanto, sempre que isso acontecer, uma nova capelinha surgirá, trazendo esperança para todo aquele que estiver cansado e oprimido por tudo aquilo e aqueles que sustentam as “basílicas” do engano que usam seus “auto-de-fé”* para justificarem as suas fogueiras e “santidades institucionais”.

 * AUTO-DE-FÉ – Proclamação solene de sentença do tribunal da inquisição seguida da execução dos condenados