RElendo o COLORIR

 

OLá!

Agora reflita um pouco sobre UTOPIAS.

Na Jornada,

 

Levi

 

COLORIR (26/02/2008).
Por Levi Araújo

            
Eu encontrei no ensino social cristão, com a sua proposta de humanismo e solidarismo comunitário uma formulação de ação político – partidária muito próxima daquilo que creio e defendo como cristão e ser político que sou.
Penso que podemos construir um espaço de discussão política aonde a pessoa humana não será considerada mera coadjuvante e manipulável massa em mãos
Imagino um lugar onde pessoas não sejam o meio, mas sim o fim – centro – de toda elucubração e concretização política.
Ainda sonho com um modo de pensar e fazer política aonde todo propósito e proposição, jamais desconsidere  a dignidade e a liberdade das pessoas.
Sexta-feira p.p. eu participei  de um delicioso jantar em um ambiente agradável e acolhedor, e lá eu pude ouvir uma interpretação impecável do “hino” Imagine que de quando em vez embala a minha alma decepcionada e cansada de ver pela janela, lembrando George Orwell, o quanto o porco e o homem estão ficando cada vez mais parecidos em nossas Revoluções.
Diórgenes Georgopoulos, cantor do Coral Lírico do Teatro Municipal de São Paulo emocionou a todo não só pela sua bela voz, mas pela história, dons e, principalmente, por ser uma pessoa que deseja aprender mais sobre o bem como alguns de nós, ou como diria Lennon, “não estamos sós”.
Domingo, pouco mais de 24 horas daquele jantar, eu ouvia a voz e o violão de Toquinho em outro hino composto por ele,
Vinicius de Moraes, G.Morra e M.Fabrizio.
Enquanto aguardava na fila do caixa do supermercado, cantarolei a música com o coração e no finalzinho, emocionado, em louvor dominical toda a minha alma fez côro:
“Um menino caminha
E caminhando chega no muro
E ali logo em frente
A esperar pela gente
O futuro está…
E o futuro é uma astronave
Que tentamos pilotar
Não tem tempo, nem piedade
Nem tem hora de chegar
Sem pedir licença
Muda a nossa vida
E depois convida
A rir ou chorar…
Nessa estrada não nos cabe
Conhecer ou ver o que virá
O fim dela ninguém sabe
Bem ao certo onde vai dar
Vamos todos
Numa linda passarela
De uma aquarela
Que um dia enfim
Descolorirá…”
Calma meus algozes apologetas, não começem a escrever mais um auto-de-fé para esse vocacionado a fogueiras aqui, eu sei que quando eu descolorir aqui, eu receberei novos tons, cores e testuras além do Jordão. Acostumem-se, eu também estarei lá!
Enquanto isso, numa folha qualquer eu só quero continuar desenhando e imaginando a Utopia do Reino de Deus aqui e agora.
Fazendo pouco caso dos neo-pragmáticos eu quero que o meu Senhor quando voltar me encontre com um lápis e uma folha qualquer e com os pés amassando o barro, o barro que faz ser gente.
Quero descolorir colorindo. 
“A pessoa humana, criada por Deus e considerada nas suas inalienáveis dignidade e liberdade, é a protagonista, o centro e o propósito de toda ação política.” Artigo 3º. – I – do Partido Humanista da Solidariedade – PHS.

RElendo o DISTOPIAS.

Olá!

Leia o texto abaixo e continue refletindo com o outro texto GO! (antes do AMAR é FOGO!)

Note a data e boa leitura.

Na Jornada,

 

LEVI

 

 

 

Distopias (08/02/2008).

Por Levi Araújo

Lendo hoje uma ótima matéria sobre o Padre Vieira no Caderno 2 do Estadão, eu fui levado a interpretar os sinais das mensagens subliminares que recebo de quando em vez.

Ontem eu tive duas conversas, uma me consolou e encorajou e a outra inquietou e desestimulou. A minha mãe em mais um de seus conselhos e orações me trouxe alento, mas um companheiro me descorçoou após uma conversa não muito boa onde ele encerrou dizendo: “Bem vindo ao mundo da política”.

Durante o reinado de Momo eu estive ocupado em refletir sobre reis, realezas e reinos e em rever e transformar conceitos e valores.

Um pragmático ironizaria dizendo que em tempo de tantas fantasias e alegorias não há pecado algum se o pastor resolveu desfilar na ala das utopias.

Os meus surtos de thomasmoreanos e platônicos são inevitáveis e intermitentes.

Eu custo a crer que esse negócio de país ideal, meritocracia, interesse e bem comum ou ainda aquelas coisas que li em Rousseau, Hegel e Marx a cada dia que passa vire pó e motivo de chacota.

Só para esclarecer, eu adoro Vieira, mas não penso em ter um Brasil Batista conquistando um mundo onde todos falarão uma só língua, o evangeliquês ou o batistês. Definitivamente eu não sou um neo-shakers tentando construir uma comunidade fictícia e desinfetada.

Por mais que eu não queira construir um Shangri-La e um Eldorado, eu presido um partido que traz seis princípios básicos, a saber: “A pessoa humana, criada por Deus e considerada nas suas inalienáveis dignidade e liberdade, é a protagonista, o centro e o propósito de toda ação política; o destino universal dos bens da terra faz pesar sobre toda propriedade uma hipoteca social; o bem comum é o crivo sob o qual devem ser avaliadas as mais diversas situações e conjunto das ações concretas que permitem aos membros de uma comunidade atingir condições de vida à altura da dignidade da pessoa humana, é o sentido essencial do Estado; a subsidiariedade, que manda delegar à instância mais próxima da base social todo o poder decisório que esteja em condições de exercer, é a chave da participação e assegura aos interessados o direito de manifestar-se a respeito das matérias que lhe digam respeito; a primazia do trabalho (pessoas) sobre o capital (bens materiais) rege a organização da economia e a solidariedade plena requer a presença de três fatores fundamentais: a Justiça (aliada à legitimidade), a Liberdade e o Amor fraterno, para assegurar eficácia e perenidade a toda organização social”.

E para piorar – ou melhorar – eu creio que podemos sinalizar aqui e agora os princípios do Reino de Deus conforme preceitua os Evangelhos e mais precisamente o Sermão da Montanha, e isso não tem nada a ver com a formação de um Estado Evangélico institucionalizado. Deus nos livre!

Como escrevi em outro momento, eu realmente creio que devemos nos posicionar firme e categoricamente em nosso quotidiano contra todo tipo de relacionamento pessoal, comunitário e nacional que seja predatório, intolerante, excludente, preconceituoso, utilitarista, manipulador, superficial e performático.

Apesar das distopias (do grego, “lugares ruins”) e dos camaradas convertidos ao pragmatismo, seguirei enquanto puder andar – e nunca só – na jornada que é construída a cada passo pelo fomento de humanitarismos e solidariedades onde o Outro, ou como ensinou Emanuel Levinas, a Face do Outro, sempre definirá a minha ética.

AMAR é FOGO!

 

Eu sempre achei que o pior fogo é aquele que não se vê.

Lembro-me de cenas da Fórmula 1 onde os pilotos ou alguém do staff do Box de alguma Escuderia se debatiam com uma espécie de fogo invisível.

O gás de cozinha também é perigoso por ser inodoro, daí a necessidade daquela “essência” de segurança.

Outro dia me perguntaram se eu era romântico e eu respondi que não.

Eu assumo que não sou mesmo romântico e não concordo com a proposta do amor romântico shakespereanamente falando. E olhem que eu adoro Shakespeare.

Voltemos ao fogo e ao gás usando-os como metáforas para o amor, sim o amor é fogo, combustível e também tem a sua face invisível.

Só que eu acredito no amor como combustível e fogo, mas de maneira visível, tangível e declarada.

Acredito no amor que não pode ser apagado e que provoca explosões, mas tudo muito visível, tudo muito claro.

Não estou falando daquelas ridículas declarações pirotécnicas de amor das tardes de programas de domingo.

O que digo não tem nada a ver com romantismo piegas e meloso ou contos de fadas com príncipes encantados e princesas adormecidas. 

Também não tem nada a ver como uma espécie de neo-kamasutra personalizada em 9 semanas, ops.., anos e meio de transa ininterrupta.  

Isso tem a ver com a minha compreensão judaico-cristã do que é o amor entre um homem e uma mulher.

Estou bem longe de viver esse amor, mas é exatamente esse tipo de amor que eu desejo e busco.

Acho que o amor entre um homem e uma mulher tem tudo a ver com Deus e o Diabo.

Também acho que o Inimigo de nossas Vidas e Amores, age mais perigosamente quando atua invisivelmente. Sim, o Diabo é mais perigoso quando não é visto ou cheirado ou percebido.

Além da tentadora invisibilidade danosa que ele tenta empreender ao amor entre um casal, ele conseguiu viabilizar outra proposta de amor que distorce completamente o tipo de amor que é fogo sem mutilar e explosivo sem destruir.

Trata-se de uma inversão.

Ele nos faz crer que o que deveria começar chama se inicia com uma BIG FLAME.

São poucos os que conseguem entender isso e recomeçar do jeito certo.         

Assista ao vídeo FLAME do Rob Bell, acho que ele será bem mais claro do que eu.

[ http://www.youtube.com/watch?v=c3vjCnoZ-2E ]

Repito, eu estou lutando para recomeçar do jeito certo. Não está nada fácil e às vezes acho que não irei conseguir.

Aproveite para fazer o mesmo, começando ou recomeçando do jeito certo, pense seriamente nisso. Essa é a única conquista que o seu amor precisa.

GO! Para qualquer lugar que seja eu mesmo.

 

Lá, onde o ar é livre

Nós seremos (nós seremos) o que quisermos ser

Agora, se nós persistirmos

Nós encontraremos (nós encontraremos) nossa terra prometida!

(Eu sei que) Existem muitos caminhos

(Para viver lá) No sol ou na sombra

(Juntos) Nós encontraremos o lugar

(Para nos assentarmos) Onde existe muito espaço”.

                                                             

Outro dia uma amiga me perguntou com o coração entristecido e magoado: Você nunca pensou em sumir para qualquer lugar longe de tudo e de todos? Um lugar onde ninguém mais soubesse de você e lá você começasse uma nova vida, você nunca pensou nisso?

De pronto eu respondi:

– sim, claro que sim.

Quem é que nunca pensou em sumir de alguns momentos, circunstancias ou situações difíceis em suas vidas?

Isso acontece todo o dia e com muita gente.

Alguns na verdade estão cansados e fatigados de alguma situação de difícil reversão e outros são lenientes acídiosos que só pensam em empurrarem os seus burros para a sombra e há aqueles que estão possuídos por um tédio demoníaco que os transformam em ciganos existenciais.  

Todavia, quando há tristeza, angustia ou opressão não há quem não queira ir de norte a oeste a procura de sua Terra Prometida.

Não foram poucos os momentos em que as angustias do inferno de mim se apoderaram e eu me senti atolado e sendo açoitado de um lado e de outro como algumas pessoas que foram vitimas das ondas da grande ressaca que castigou os litorais paulista e carioca durante o ultimo feriado da Páscoa.

Quando passo a pensar nessas situações eu gosto de citar uma música que eu ouvia a minha mãe cantar no coral da igreja guando eu era criança, era uma frase que eu não entendia, mas nem por isso deixava de cantar fervorosa e me emocionadamente com a harmonia e beleza que brotava do casamento das vozes.

– Quero evolar-me! Quero evolar-me!

(Que também pode significar DISSIPAR-SE)

– Ah se eu fosse como a águia (…) eu voaria a Cidade de Encantos!

Esse é o desejo voar para bem longe que faz as pessoas sobreviverem aos campos de concentração e aos acampamentos de refugiados de guerra.

É o desejo de toda a minoria oprimida que ainda não se acostumou com a opressão e nem foi contaminado pela normose.

Enquanto escrevo eu ouço ao fundo os Pet Shop Boys em Go West.
Go West é o hino da utopia gay, um cover do grupo Village People 
que foi muito bem travestido pelo pop eletronico 
dos ingleses Neil Francis Tennant e Christopher Sean Lowe.   
O vídeo – com link compartilhado - é interessantíssimo, pois 
lembra a guerra fria e com cenas e símbolos 
da antiga Rússia e da América de todas as liberdades.
Conheço alguns amigos homossexuais que detestam 
a versão dos garotos ingleses – principalmente o vídeo - e outros 
que adoram, mas preferem o pessoal do Village interpretando. 
O que estou enfocando aqui nada tem a ver 
com homo e heterofobias, essas chatices recíprocas 
que não me interessa nem um pouco. 
Estou cansado dessa disputa – por vezes reveladora – onde 
são feitas comparações sobre qual é o maior publico, se o 
da Passeata dos Evangélicos ou da Marcha para os Gays 
e, ainda, se os últimos alcaides da cidade de São Paulo 
tem essa ou aquela opção sexual. 
Sinceramente, tenho coisas mais importantes para fazer em minha vida. 

Também não desejo explorar todos os itinerários da Rosa-dos-ventos das nossas FUGAS com seus pontos cardeais, colaterais e subcolaterais.

Só quero afirmar o óbvio:

– Somos seres fugitivos e acho que continuaremos assim até morrer.

Mas, creio firmemente que na companhia do Consolador e Grande Camarada de Jornada essa busca passa necessariamente por mim por um único caminho e é muito mais do que uma busca do que eu quero ser.

Na verdade falo da busca de quem nós realmente somos.

E fique certo de que essa busca não é tão “arco-íris” como a musica insinua.

Quem sabe, a gente comece do zero, mude o nosso ritmo de vida – sem precisar mudar nem de sexo ou opção sexual – e aprendamos enquanto ensinamos e ensinemos enquanto aprendemos.

Quem sabe?

                        
"Vá para o oeste" ( http://www.youtube.com/watch?v=qELD53oflkc ) 
 
(Juntos) Nós seguiremos nosso caminho
(Juntos) Nós partiremos algum dia
(Juntos) Sua mão na minha mão
(Juntos) Nós traçaremos nosso plano
 
(Juntos) Nós iremos voar bem alto
(Juntos) Diremos adeus a todos os nossos amigos
(Juntos) Nós começaremos do zero
(Juntos) Isto é o que nós faremos:
 
(Vá para o oeste) Lá a vida é cheia de paz
(Vá para o oeste) A céu aberto
(Vá para o oeste) Onde o céu é azul
(Vá para o oeste) Isso é o que nós faremos:
 
(Juntos) Nós amaremos a praia
(Juntos) Nós aprenderemos e ensinaremos
(Juntos) Mudaremos nosso ritmo de vida
(Juntos) Nós trabalharemos e teremos sucesso
 
(Eu amo você) Eu sei que você me ama,
(Eu quero você) Como eu poderia discordar?
(E é por isso que) Eu não protesto
(E você diz) você fará o resto
(Vá para o oeste) Lá a vida é cheia de paz
(Vá para o oeste) A céu aberto
(Vá para o oeste) Baby, você e eu
(Vá para o oeste) Esse é nosso destino
(Vá para o oeste) Verão ou inverno (ou – sol na época do inverno)
(Vá para o oeste) Nós ficaremos bem
(Vá para o oeste) Onde o céu é azul
(Vá para o oeste) Isso é o que nós faremos:
Lá, onde o ar é livre
Nós seremos (nós seremos) o que quisermos ser
Agora, se nós persistirmos
Nós encontraremos (nós encontraremos) nossa terra prometida!
                                       
(Eu sei que) Existem muitos caminhos
(Para viver lá) No sol ou na sombra
(Juntos) Nós encontraremos o lugar
(Para nos assentarmos) Onde existe muito espaço
 
(Não olhe para trás) e o lugar lá atrás no leste
(Lutando) Lutando apenas para banquetear
(E Nós ficaremos) Prontos para sermos dois
(Então é isso que) Nós vamos fazer
(oh, o que nós faremos é...)
 
(Lá a vida é cheia de paz) Vá para o oeste
(A céu aberto) Vá para o oeste
(Baby, você e eu) Vá para o oeste
(Esse é nosso destino) Vamos, vamos, vamos, vamos

JOGOS POLÍTICOS

Há um pouco mais de um ano atrás, o PT era o favorito para levar mais uma vez a Prefeitura, eu estava doido da vida com a maneira como estavam me tratando…..e ninguém – ou pouquissimas pessoas – imaginavam que, principalmente em Santo André o quadro político seria o que está aí.

Pois é…..

Basta ler e conferir mais uma……

Na Jornada.

Levi Araújo

JOGOS POLÍTICOS – (24/03/2008)
Por Levi Araújo


“O que levamos desta vida inútil
Tanto vale se é
A glória, a fama, o amor, a ciência, a vida,
Como se fosse apenas
A memória de um jogo bem jogado
E uma partida ganha
A um jogador melhor.”
Fernando Pessoa
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A disputa política é um jogo, seja ela interna ou externa, não passa de um jogo.
Se pudessem, alguns companheiros de lida político partidária nos chamariam para uma quadra de tênis, vendariam os nossos olhos e nos posicionariam de costas para a rede com uma raquete furada.
Certamente que esse tipo de situação ou jogo dificilmente seria aceito por uma pessoa com o mínimo de juízo, mas como em política muitas vezes juízo falta e de prejuízo se esbalda, pode ser que alguém aceite jogar como um imbecil só para sobreviver entre os argutos da politicalha.
Penso que a política é como um jogo de xadrez.
Quase nada sei sobre esse jogo e pouco domino dessa arte da guerra em tabuleiros. Azar o meu.
Mas eu posso aprender e então o azar passa para os outros.
No caso dos políticos inseguros é grande o desinteresse em que os outros não aprendam a jogar direito.
O pavor de ser derrotado, substituído ou trocado tem proporções descomunais para aqueles que não querem jamais aprender a perder.
Para esses amantes dos louros, ter um adversário a altura não interessa.
E mais, o que puder ser feito para obstaculizar o aprendizado será feito.
O que importa para esses iludidos por pódio é continuar ganhando e ganhando e ganhando mais.
Sabemos que na vida e no jogo – com ou sem sorte no amor – ganhar sempre simplesmente não existe.
Parafraseando um hino antigo, é preciso saber viver e aprender a jogar, nem sempre ganhando, nem sempre perdendo, mas aprendendo a jogar.
E jogar e viver implica necessariamente em aprender a perder.
Quantas vezes nós vimos jogos em que um time infinitamente superior enfrentou um outro time de pernas de pau e a partida se transformou em um clássico de campeonato de fazenda.
Quando a arte é o mais belo do jogo é deixado de lado, o que vale é o pragmatismo fanático de quem não aceita a derrota de jeito nenhum.
Ai vale tudo, roubar, trapacear, enganar, fazer gol impedido, de mão, de nádega…, pois o que realmente importa é vencer. Só vencer.
Outra coisa que se faz entre jogos e alguns jogadores é ridicularizar e menosprezar os adversários.
Eis ai um jeito arriscado de jogar.
Pode ser engraçado garantindo umas boas gargalhadas e proporcionar prazer, mas que é arriscado, isso é.
Arriscado porque pode significar pancadaria sem que o jogo termine e vexame e vergonha se tudo terminar em derrota no final.
Sim, porque no jogo, você pode até desacreditar, mas um pato pode virar zebra e na vida, alguns sapos viram príncipes.
Não são poucas as histórias em que azarões venceram alazões.
No xadrez uma das peças mais importantes é o cavalo.
Quando me disseram isso eu pensei que tinha alguma coisa a ver com o seu movimento em “L”.
Apesar de eu gostar demais dessa letra, a explicação está longe de ser simplista ou irônica.
De
movimentação peculiar o Cavalo difere das outras peças de xadrez pulando qualquer obstáculo e sendo a única peça que pode atacar a Dama ou qualquer outra peça sem ser atacado por elas ao mesmo tempo
O Cavalo quando está em d4 é o terror do tabuleiro travando ataques enquanto ataca com vigor.
Uma das melhores estratégias de defesa está em não deixar o centro do tabuleiro ser dominado por um cavalo adversário.
Entre o melhor da política e o que há de pior na politicalha, os valores dados às pessoas, vida, ciência e arte são alterados sem pudores.
No jogo político, para o meu desgosto e contra o gosto dos melhores políticos, o que vale é o jogo e nunca as pessoas, o que interessa é o poder e nunca a utopia.

”Quando o rei de marfim está em perigo,
Que importa a carne e o osso
Das irmãs e das mães e das crianças?
Quando a torre não cobre
A retirada da rainha branca”
Fernando Pessoa


Tem que haver outra maneira de viver e jogar.

SEXTA-FEIRA SANTA, JARDINS E JARDINEIROS.

JARDINS e JARDINEIROS

Por Levi Araújo

 

“No lugar onde Jesus foi crucificado havia um jardim; e no jardim, um sepulcro novo, onde ninguém jamais fora colocado”.

     

O alvorecer é um dos meus momentos preferidos para orar refletindo em minha humanidade com suas trancendencias e imanencias.

Na sexta-feira que nos faz lembrar com mais ênfase a Paixão de Cristo eu procuro reservar um tempo mais especial para lembrar das últimas horas do meu Mestre, Senhor e Salvador.

Aquietado enquanto todos dormiam em casa li o relato de João o Evangelista e me transportei para àquelas horas de extrema agonia até que parei no versículo 41 de João capitulo 19, o texto na tela dessas linhas.  

O meu coração aqueceu e eu comecei a escrever uma resposta para a Sabrina que me perguntou sobre a sexta-feira santa.

Eu procurei fugir do lugar comum de dizer que todo dia é santo, toda semana é santa, que isso é invenção de religiosos diferentes da gente e coisa e tal.

Optei por outra resposta sem a chatice, frieza e que nada de bom agrega de outros religiosos que também pouco tem a ver com a gente.

Não preciso dizer que a cada momento ela interrompia dando nomes às pessoas, lugares e sentimentos.

E assim comecei a minha história.

Minha filha, Deus é Jardineiro, o mais amoroso e fiel de todos.

O primeiro jardim que sempre foi cultivado foi a amizade entre Eles, o Pai, o Filho e o Espírito Santo, um tipo de amizade que os faz UM SÓ. É por isso que a amizade é como um jardim que deve ser sempre cultivado.

Ele – que são ELES – decidiu criar um Jardim em permanente expansão, a este Jardim nós chamamos Universo, aquele que os cientistas descobriram que está constante expansão.

O primeiro Jardim foi plantado em nosso planeta, o planeta terra e o seu nome foi Éden, um JARDIM-POMAR.

Da terra do jardim o Grande Jardineiro formou mais dois jardineiros que poderiam formar outros jardineiros para que nunca faltassem jardineiros para cuidar dos jardins que transformariam o Universo naquele Jardim tão sonhado.

O Grande Jardineiro fez somente o primeiro jardim com o desejo de que os dois jardineiros – Adão e Eva – fossem jardineiros do jeito que quisessem e plantassem jardins da forma que desejassem.

Eles foram criados livres para escolher, escolher inclusive outra profissão ou outra ocupação e direção.

Bem, eles foram enganados e desejaram ser iguais ao Grande Jardineiro em tudo e começaram a desconfiar que ele sabia, possuía e escondia coisas além de jardins e jardineiros, coisas que eles achavam que era deles e para eles.

Engraçado, eles não lembraram que tinham o sopro, a imagem, a semelhança, a amizade e o legado do Grande Jardineiro e a liberdade para serem Grandes Criadores e Inovadores como Ele.

E assim eles escolheram outro fruto de outra árvore que eles terminaram transplantando para dentro do coração deles.

Desde então eles começaram a olhar tudo diferente, passaram a enxergar a si mesmos, um ao outro, o mundo e a vida de um modo bem diferente.

Com esse novo tipo de olhar, nasceu um novo tipo de saber, sentir e plantar jardins.

Aquela árvore que foi replantada no coração deles começou a dar frutos que contaminaram eles por dentro e a contaminação se espalhou pelo mundo todo na vida das pessoas e na natureza.

Eles foram contaminados pela vergonha, culpa, medo, fugas, vazios, cobiças, dores, sofrimentos e mortes.

Mesmo assim, o Grande Jardineiro nunca os deixou e sempre procurou ficar entre eles até que um D’Eles nasceu como um deles.

O Filho do Jardineiro Agricultor nasceu como filho dos descendentes daqueles jardineiros e Ele teve uma mamãe e um papai que era carpinteiro que o ensinou a ser carpinteiro também.

O Jardineiro Filho e agora Carpinteiro veio com a missão de resgatar o que se havia perdido, plantando um NOVO JARDIM no coração de todas as pessoas que desejassem ser Jardineiros do Novo Jardim.

Mas isso só foi possível quando o Jardineiro Filho morreu numa sexta-feira crucificado numa cruz de madeira que veio de uma árvore e que foi preparada por outros carpinteiros.

No lugar em que Ele foi crucificado havia um Jardim e dentro do Jardim um sepulcro onde Ele foi sepultado.

Três dias depois, em pleno domingo, ele foi confundido com um jardineiro daquele lugar por uma mulher que Ele tinha plantado um lindo jardim em seu coração.

Ela foi a primeira jardineira entre os outros jardineiros chamados discípulos que o viu ressurreto.

E todos os outros jardineiros o viram, ouviram, tocaram e depois saíram pelo mundo com sementes nas mãos, as sementes no Novo Jardim.

Ele continuará dentro do coração das pessoas que receberem as sementes cuidando de cada um dos Jardins até que finalmente, os jardineiros do Novo JARDIM POMAR passem a eternidade cultivando o mais maravilhoso de todos os JARDINS em uma nova Cidade com um novo Céu e uma nova Terra.

Lá, somente lá minha filha é que saberemos tudo sobre Jardineiros, Jardins, flores, frutos, folhas, raízes e sementes.

 

  

 

 

A FELICIDADE DE JESUS

Há um ano atrás eu estava pensando na Felicidade. Confira a reflexão.

A Felicidade de Jesus (07/04/2008).

Se pensarmos nos efeitos emocionais intra-uterinos, Jesus não teria muitas probabilidades de ser uma pessoa feliz segundo a nossa noção ocidental e “moderna” de felicidade. As não poucas dúvidas sobre quem era exatamente o seu pai poderiam ser captadas para além da barriga da menina-mulher mais bela e corajosa que o mundo conheceu. Se anjos tiveram que evitar a rejeição paterna de um jovem-homem digno de homenagens similares àquelas dadas à sua esposa, penso que os impactos inevitáveis no processo gestacional poderiam fazer do filho do carpinteiro mais uma expressão caótica de pessoalidade.
Eu cantarolava um hino que expressava uma verdade maravilhosa sobre o garoto Jesus.
 “Jesus também foi criança, assim como eu já fui.., correu como eu corri, brincou como eu brinquei..”
Lembro-me dessa música com nostalgia saudável e redentora, pois ela me ajudava na identificação com o Deus que foi pré-adolescente. Eis aí uma lembrança quente e confortadora.
Sim, o que sabemos da humanidade de Jesus e do seu viver enquanto adulto nos permite pensar com quase exatidão sobre o período enigmático – e desnecessário para a Suprema Revelação – entre o perdido que ele deu no templo até as aparições no Jordão aos trinta anos de idade.
Jesus era feliz porque dava prazer ao Pai – Este é o meu filho amado em quem eu tenho todo o prazer – antes mesmo de começar a agir ou fazer qualquer coisa depois de seu batismo.
A felicidade de Jesus sinaliza para o SER acima do FAZER e do TER.
Hoje, os produtos midiáticos dos neo-pentecostais – ou neo-cristãos – nos apontam para uma lógica insana de canonização do FAZER  e do TER.
Tudo errado! A felicidade de Jesus nada tem a ver com a tirania da felicidade como bem escreveu o meu pastor.
Jesus viveu, conviveu, sofreu e condoeu – doeu com – com pessoas infelizes.
Eu creio em um Deus que se humanizou.
Os evangelhos precisam ser relidos com uma compreensão corajosa da realidade, existência e dos processos culturais e históricos que neles estão contidos. (e isso não tem nada a ver com a estigmatização dos fundamentalistas à chamada Teologia Existencialista e da Cultura)
Provocando: eu acho que falta muita reflexão existencial e cultural sobre a teologia vestal dos conservadores e fundamentalistas que insistem em uma teologia desumanizadora.
Fechando este parêntese, que só importa aos críticos incapazes, eu afirmo que a felicidade de Jesus era uma felicidade simples e curadora.
Toda felicidade que ignora a infelicidade dos outros – qualquer outro –  não é a Felicidade de Jesus, é a Felicidade do anti JESUS, do antiCRISTO.
Jesus – o segundo Adão – sabia e ensinava que do lado-de-cá do JARDIM (do Éden) não há como conviver com a proposta de perfeição sugerida naquele momento ímpar e diferentemente santo.
Há uma proposta de santidade para aqueles que estão do lado-de-cá do Jardim, e essa proposta que deverá passar pela porta da sanidade que foi sinalizada pela encarnação divina, devendo ser considerada sem medos antes de replicar modelos farisaicos e impositivos a quem quer que seja.
Jesus foi feliz porque era santo.
Um santo que estava entre – convivendo – pecadores e pecadoras.
Um santo que sentia dores pelas dores dos outros.
Um santo que soube exatamente o que significava o padecer humano e a infelicidade existencial.
Pense nas rejeições enquanto vivo, o apóstolo João disse que os seus “não o receberam”.
Quando lembramos das cenas do filme de Mel Gibson, e em tom muito menor compreendemos o que foi aquele padecer, não há como desconsiderar a “VIA DOLOROSA”.
Jesus foi – e é – um santo que mesmo com a consciência da frugalidade do presente não deixou de ser feliz no presente.
Jesus, o Senhor do Tempo e da Eternidade entende a nossa necessidade de sermos felizes hoje e agora.
Sim, Jesus,  Pai da Eternidade, nos ensinou que é possível comer, beber, dançar, sorrir, e se alegrar no presente dos humanos com quem ele decidiu amar e conviver.
Assim, eu que desejo ser feliz como Jesus, sem estoicismos e teorias caóticas e sem hedonismos insanos.
Irei encerrar essas modestas linhas com duas músicas ou hinos que sempre marcaram a minha vida e que dizem de outra maneira o que tentei expressar aqui.
Uma que conta a história de Mr. HORATIO SPAFFORD e uma outra de Bobby McFeferrin..
A primeira música é linda e escrita em um momento de muita dor e a segunda muito engraçada e a trilha musical de minhas danças e brincadeiras com os meus filhos.
Não quero esquecer dos SPAFFORD’s, mas também não quero deixar de curtir com McFeferrin.
Sigo na jornada agridoce onde o viver e o ser feliz não é hollyoodiano e nem um estado que exclua o outro.
Sigo na jornada aonde o ser feliz é um estado coletivo e comunitário com as suas inevitáveis e dramáticas infelicidades.
Sigo na Jornada das ressurreições com Jesus o meu Senhor.
Porque, hoje, a felicidade pra mim significa dançar e cantar com os meus filhos e ajudar as famílias e crianças da ocupação do MTST em Mauá no acampamento TERRA e LIBERDADE.
SOU FELIZ

( http://www.youtube.com/watch?v=4Vj-OC0xG-8 )
Se paz a mais doce me deres gozar
Se dor a mais forte sofrer
Oh seja o que for Tu me fazes saber
Que feliz com Jesus sempre sou
Sou feliz (sou feliz)
Com Jesus (com Jesus)
Sou feliz com Jesus, meu Senhor
Se paz a mais doce me deres gozar
Se dor a mais forte sofrer
Oh seja o que for Tu me fazes saber
Que feliz com Jesus sempre sou
Sou feliz (sou feliz)
Com Jesus (com Jesus).

 DON’T WORRY, BE HAPPY
Bobby McFerrin
(
http://uk.youtube.com/watch?v=yjnvSQuv-H4&feature=related )
Here’s a little song I wrote
You might want to sing it note for note
Don’t worry, be happy
Aqui está

uma pequena canção que escrevi
talvez você queira
cantá-la nota por nota
não se preocupe
seja feliz
In every life we have some trouble
But when you worry you make it double
Don’t worry, be happy
em toda vida

existem problemas
mas enquanto se preocupa
você os duplica
não se preocupe
seja feliz
Don’t worry, be happy now
Oo, ooo…
não se preocupe

seja feliz agora
Don’t worry, be happy(4x)
Oo, ooo…
não se preocupe

seja feliz agora
Ain’t got no place to lay your head
Somebody came and took your bed
Don’t worry, be happy
não há lugar onde

descansar a cabeça
alguém veio e
levou sua cama
não se preocupe
seja feliz
The land-lord say your rent is late
He may have to litigate
Don’t worry, be happy
seu senhorio diz

que o aluguel atrasou
ele terá qu

Don’t worry, be happyDon’t worry, be happyDon’t worry, be happy(4x)Oo, ooo…Don’t worry, be happy